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sábado, agosto 02, 2008

Cromos da Bola TV goes Old School

Neste saudado regresso da Cromos da Bola TV, juntamos uma pitada de sal à sopa das memórias. Sabe sempre bem, de tão salpicada de Vinagre que ela já está.
Uma pequena recordação do futebol elevado a arte rupestre via Renivaldo Pereira de Jesus, e o seu companheiro Carlos, herói do título sportinguista de 2000.

Anexo também um pequeno duelo entre o agora moreirense Albino Morim Maçães (percursor luso do adorno capilar conhecido por "mosquinha") e o bombardeiro a diesel, Barroso, em jeito de homenagem a Armando "Le Petit" na hora da despedida.

No final, como dessert, um momento quasi-hilariante de um cepo qualquer disfarçado de jogador da bola com o equipamento do magnânime Sivasspor.

Adeus, e até ao meu regresso.
.

quinta-feira, julho 24, 2008

Super Cromos


Quando o Tricampeão Nacional contratou o alter-ego de Bruce Banner para jogar à bola, muitos pensaram tratar-se de mais uma investida inovadora e brilhante de Jorge Nuno, sempre arguto nas suas contratações menos ortodoxas (ver Cavaleiros do Apocalipse), que acabam por redundar em activos vendidos a uma equipa estrangeira por dezenas de milhões de euros (não ver Cavaleiros do Apocalipse).


Em pouco tempo, pensámos nós, todos os clubes de renome iriam seguir as pegadas azuis por aquela estrada de resíduos radioactivos abaixo.

Mas eis que o telefone toca. É Hans Vimmo Eskilsson, directamente de um torneio de poker que acabou de perder por ser alto, loiro e tosco. Isto, apesar de já não ser loiro. Mas continua a ser alto e tosco.

Hans parece transtornado. E não é pela palavra "bluff" se adequar mais à sua carreira de futeboleiro do que à de gajo que bota a bisca na mesa. O Deus nórdico faz questão de relembrar aos media portugueses que o Incrível Hulk não é o primeiro super-herói a jogar no campeonato local( apesar de ser o primeiro mamífero a trocar a 2ª Liga Japonesa por um clube de renome com uma soma avultada de cash de permeio).

Num assomo de modéstia e altruísmo, o homem-bluff revela o nome do benfeitor: ele próprio. Thor.












Porém, numa saudável anarquia similar a um fórum da Sport Tv com a participação extemporânea de um presidente com gigantismo auricular, chega outra opinião. Sorridente, mas ligeiramente descontrolada numa fúria disfarçada:

- "Cara, cê é burro mêmo. O primeiro só pode ser eu."
















Anos a fio arrasando médios e alas direitos a torto e a direito, com um sorriso nos lábios e manha na chuteira, ninguém viu outro herói daquela maneira.
Eia, rimou.

Por falar em rimas...

"Vais partir/naquela estrada/onde um dia chegaste a sorrir". Ecoam as doces palavras cantaroladas pelo sempre cheiroso baladeiro Clemente.
Ok, afinal não rimou. Mas o importante aqui é apreciarmos a irónica subtileza desta deliciosa melodia, que subtilmente nos diz que não podemos ser felizes por duas vezes no mesmo local.

No caso do nosso Kal-El bronzeado, esse local é uma baliza. Um jogo? Pfff. Chega. Back to Zimbabwe. Or Congo. Whatever. Baza.




















Ah, a América.
América do Norte.
Não, isso não: Estados Unidos da América.

Assim está melhor, afinal queremos deixar o Canadá de fora, não nos vá dar vontade de falar de Fernando Aguiar ou do Torneio Skydome. Isso nunca.

Num País arrasado pela violência, ausência de valores morais e filmes com a Sandra Bullock, procura-se um herói. Eis que surge, por entre uma névoa que grita esperança aos quatro ventos, o salvador de uma Pátria destroçada:

Zach Thornton, o Capitão América.


















- "What now?Save the US of A? Hell, no. There are people overseas, who need my immediate help. Their suffering is unbearable."

Doze horas depois, chegou ao Benfica.

Mas esta debandada do seu herói preferido não deixou destroçado o País de Freddy "Nii Lamptey v2.0" Adu.
Nada disso. Clamavam por um paladino da liberdade ainda mais viril. Mais barbudo, Mais impiedoso. Mais versado na arte de detectar quedas de avião pelo sabor do solo com 15 anos de retroactividade.















Walker é o seu nome, e a dor é a sua profissão.
Porém, deixou prontamente o seu nativo Texas para a Madeira sob a premissa:

- "I got bigger fish to fry."

...beware, AJJ.

Terminamos com a recordação do último Super-Herói a jogar na nossa Liga, com O Coisa, Fernando Aguiar.















Aliás, como se trata deste atleta, podem riscar a palavra "jogar" da frase anterior, e substituí-la com outro verbo qualquer. Qual? Não sei, nem tenho paciência para tanto. A sério. Deixem-me em paz. Desde que o significado seja de certa forma inverso, quero lá saber. Ninguém me paga para fazer isto.


P.S.: O Homem Invisível foi omitido desta lista por não haver imagens do dito cujo. As razões são óbvias. Primeiro, ele é invisível. Segundo, ninguém se lembra de ver o Farnerud fazer nada. Há relatos de que uma vez em 1998, o sueco terá feito a cama em sua casa. Mas não estava lá ninguém para ver.

sábado, julho 19, 2008

Take on Poll




















Finalmente a associação possível entre uma votação situada na barra à direita e uma banda dos anos 80.
Assim já não tenho que inventar uma Poll com o nome do Hans Vimmo Eskilsson.

E já que falamos dele, deitem o olhito curioso à 12ª posição desta competição sem bola. Sempre soube que o sueco era um bluff. Não sabia era que tinha levado esse estado de espírito tão à letra.

P.S.: Uma bavaroise de Robaina para o colega João Loff pela chamada de atenção à semelhança entre estes dois cromos.

quarta-feira, julho 02, 2008

Quem? Como? Porquê?

Eu lembro-me de Maurício “El Turco” Hanuch.
Não propriamente das suas arrancadas velozes, nem do seu drible estonteante, nem da sua capacidade atlética, nem do poder de antecipação, nem mesmo do seu remate fulminante e espontâneo.
Lembro-me apenas que Hanuch existiu.
Algures entre DidierMartini MetzLang e JovanI’m the real thingKirovski, houve um Hanuch ululante no balneário do leão. Qual OJNI (Objecto/Jogador Não Identificado), Hanuch ainda hoje assombra as memórias dos mais cépticos cromos. Sretenovic e Buturovic entreolham-se espantados, não acreditando que é possível ser-se tão anónimo, enquanto Ivo Damas resigna-se ao conforto de uma Tagus em promoção e Arnold Wetl canta um tirolês nervoso para descomprimir, escondendo-se atrás da selvagem penugem de Paulinho César.
A imagem que a seguir reproduzimos é extremamente rara – possivelmente será montagem: Hanuch… a festejar depois de ter encontrado o caminho das redes? Hanuch, apesar do seu low-profile, fascina. Fascina por motivos desconhecidos, como desconhecidos foram os motivos porque Sporting e Benfica se digladiaram por este fantasma dos balneários no longínquo ano de 1999 e desconhecida é a sua propalada qualidade futebolística.
Tanto assim é que a Wikipedia (que não está só) mantém um registo actualizado do jogador. Sabemos agora que somou 10 presenças com a camisola verde-branca (será que contam as vezes que espreitou o campo desde os túneis de acesso?), iluminou os caminhos de fortuna do poderoso Platense, alegrou a canalha do Santa Clara e caiu que nem uma luva na mesa do emergente Talleres, possivelmente no papel de colher de sobremesa. Recentemente, parece que agendou uma visita à reconhecidamente afável Alnia, para ver como estava o ambiente no sempre interessante Dínamo Tirana – onde teve a boa companhia deste simpático lateral-direito, cujo nome promete fazer furor se algum dia vier a jogar na liga lusa que outrora foi de Calado.
Mais intrigante é o facto de Hanuch surgir no célebre Football Manager, como em seguida demonstramos:

O comentário que vinha adstrito a esta imagem era: “old and average”. Abstenho-me sobre mais comentários a propósito de Maurício “El Fantasma” Hanuch.

terça-feira, julho 01, 2008

Kmet Pena

Julián Kmet tinha tudo para dar certo: jovem promessa, internacional nas camadas jovens argentinas e carregando no curriculum lendas sobre um pé esquerdo capaz de manusear um abre-latas para abrir uma lata de suculentos pêssegos em calda. Uma autêntica proto-vedeta do novo milénio. Muito longe, portanto, das trunfas Eskilssianas ou dos bigodes Agatãonescos que marcaram indelevelmente o nosso imaginário e que caracterizaram o ocaso do futebol romântico. Mesmo que “Agatão” e “romântico” na mesma frase possa soar absurdo.


Kmet era um diamante em bruto e portanto foi pago como tal. Afinal, seria um putativo “novo Maradona”. Jogaria exemplarmente pela banda esquerda… mas depois também já jogava com a mesma bitola exibicional pelo meio… e consta que também se ajeitava pela direita. Os corações palpitavam por Kmet. Custou aproximadamente o mesmo, mais milhão, menos milhão, que outra grande promessa acostada na temporada anterior ali perto do metro do Campo Grande, de seu nome Carlos Miguel, esse dispendioso meteoro que cruzou a galáxia futebolística lusa com uma impressionante técnica para aquecer as frias bancadas de betão dos estádios portugueses pré-Euro.

O sucesso foi igualmente semelhante ao do seu comparsa brasileiro. Ambos verdadeiros filósofos da bola, ambos mestres na jogada culta, ambos elegância e souplesse, ambos muito adeptos da primazia mental sobre o bruto esforço físico. Os dois pensavam, teorizavam, dissecavam e matutavam sobre as propriedades do esférico a rolar no rectângulo verde. Paravam no campo e pegavam na pelota, transmutavam-se em Hamlet e o globo de cautchu transformava-se em caveira e perguntavam “Ser ou não ser [jogador], eis a questão”. Enquanto isto, Luís Vidigal & Cia. faziam-se à vida e corriam pela redondinha, eventualmente maltratando-a, mas dando-lhe movimento.

Kmet desesperava sofregamente por uma oportunidade de dar uma aragem de superioridade cerebral dentro de campo. O seu sonho era ministrar uma palestra sobre a beleza poética de uma bola parada em cima de um relvado acometido por uma suave brisa vespertina. Desesperou tanto que o cabelo ganhou madeixas louras – se fosse mais velho, tipo Acosta, ganharia os cabelos brancos da praxe. Mas Mirko Jozic não estava para aí virado, pois Bruno Marioni (aka Giménez) e César Ramirez davam espectáculo nos treinos a fintar cones laranjas, para grande deleite de todo o plantel, excepto para Krpan, que piorava a sua situação ocular perante todo aquele potencial técnico da diabólica dupla sul-americana.

Kmet jogou apenas os mais belos 14 minutos da história do futebol português, plenos de sagacidade e acutilância mental. Era muito pouco para tão grandes aspirações.
Então Kmet voltou para onde tinha sido feliz – o colossal Lanus. Passados uns meses, já com o antipático Jozic fora da nau verde, regressou à terra de Quim Berto para explanar a sua tese de mestrado em futebol amorfo ao dr. Materazzi, célebre por ter incubado um pequeno Frankenstein, Marco de seu nome.
Porém, estava escrito nas estrelas que Kmet, lamentavelmente, não singraria. As mentalidades ainda não estavam suficientemente preparadas para todo aquele arrojo intelectual e desprendimento físico que fazia Pedro Barbosa parecer a locomotiva desenfreada do “Regresso ao Futuro – parte III”.

De Kmet sabemos que exibiu toda a sua vitalidade capilar pelas pampas em clubes como o Estudiantes e o Newell’s Old Boys, com mais ou menos madeixas, mais ou menos movimento. E hoje, com 30 anos, continua a ser dos jogadores mais incompreendidos a ter passado pelo futebol indígena. Incompreendidos ou incompreensíveis, tanto faz.

segunda-feira, maio 12, 2008

Pensamentos Soltos Época 2007-2008

Cromo da Época: Leandro Lima. Este put...miúd...jov...homem esteve na base de uma descoberta tão marcante e surpreendente quanto a teoria da relatividade: o jet-lag de dois anos. Partiu de férias com 20 anos de idade, e chegou umas semanitas depois, já com 22. Será que viajou num DeLorean? Ainda por cima é parecido com o Nel Monteiro, o que só pode ser extremamente positivo. Força aí, Nel.

Treinador da Época: José Mota. Por ter batido o record Europeu de utilização consecutiva de bonés em conferências de imprensa, com 368. O extinto record pertencia a Boris Altiparmakovski, da Macedónia. Ainda por cima, adicionou este ano o suave bonézinho branco com altivo lettering vermelho do patrocinador "DIZ" ao seu já extenso arsenal.

Jogo da Época: 11-05-2008, SLB vs VFC: sempre que o auto-denominado maior clube do mundo, com o auto-considerado (isto existe?) melhor plantel dos últimos 10 anos (curiosidade: o plantel de 1998 era ISTO) festeja com foguetório, pompa e circunstância o 4º lugar na competitiva liga portuguesa, as escalas de teor cromífluo batem no topo. Ah, e o Nuno Gomes jogou.

Momento da Época: 2008-04-06, apito final do SCP vs.SCB. Hans Pontus Farnerud completa 90 min de jogo.

Passe à Secretário da Época: 11-04-2008, SLB vs. AAC - Luisão.

Golo da Época: 13-01-2008, Meyong Zé, CFB vs Naval: o único golo da história do futebol que faz perder 6 pontos à equipa do autor do tento. Ao mesmo tempo, o camaronês torna-se no melhor goleador da Liga, ao que o rácio golos/minutos diz respeito. Um golo em cada 35 minutos de jogo...uma época de ouro para o Zé africano.

60 Segundos da Época: 2007-08-18, LSC vs SLB: a totalidade do tempo de jogo de Andrés Diaz, a estrela das Pampas da equipa de Santos/Camacho/Chalana, durante a época inteira.

Contratação da Época: Gladstone (SCP). Quando um internacional brasileiro chega a Portugal e a única razão pela qual fica na nossa memória será por nos fazer lembrar um jovem Ralph Macchio bronzeado em Karate Kid, é porque as coisas não correram bem. Mas aqueles fogosos Keri e Gueri deixam marcas.

Alcunha da Época: Nuno "Gomes", do benfiquista Nuno Ribeiro. Quando o 3º melhor marcador da História do Campeonato Português empresta o seu último nome a...esqueçam...já toda a gente percebeu.

Caceteiro da Época: Gilles Augustin Binya (SLB) - desde Jean Claude van Damme em "Bloodsport" (1988) que ninguém conseguia causar tantos traumatismos em tão pouco tempo sem um par de matracas. Os 9 amarelos em 15 jogos são uma marca digna de Tahar, o Khalej.

segunda-feira, abril 14, 2008

Yannick Djaló dá-lhe com a alma

Depois de ver o futebolista fetiche de Paulo Bento nos Ídolos, a primeira frase que me veio à cabeça foi "don't quit your day job".
Porém, lembrei-me depois que já o tinha visto jogar à bola e que aquele era precisamente o "day job" dele.
E sabem que mais? Não desistas do teu sonho, Yannick.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Os Pereira Pequenina

Há frutas e frutas.. há a fruta que o Petit e Paulinho Santos distribuíam...
E há frutas de qualidade, como o que Ronaldo faz aos laterais direitos de qualquer equipa Inglesa e dos arredores..
Mas o engraçado e cómico e humorístico e sagaz e tenaz, é que há também esses mesmos laterais
direitos que são frutas...



1989, 1990.. o fim de uma grande década.. o fim do apogeu dos bigodes, das músicas Richianas e Pump pump the jam' ianas.

Eis que nos Algarves, qual Camarinha (aliás até tem parecenças) surge um jogador à Farense, ou seja, com raça de Paco Fortes e com bigode de Paco Fortes e com nome de algarvio, mesmo sendo Lisboeta.

Pereirinha de seu nome! Passou ao lado de uma grande carreira, mas não ao lado dos flashes dos Cromos da Bola.. tchic tchac tchac (Estamos precisamente a tirar agora uma foto ao Pereirinha).

Este jogador era médio mas também lateral direito, segundo rezam as crónicas.

Ora que coincidência! Ele na altura pensou "foooooooogo, eu não me chamo Pereirinha se não conseguir gerar um filho que nao tenha este nome estranho e ridiculo , e que não seja um grande Ponta de Lança".. E assim foi, Pereirinha fez-se à vida e gerou um Pereira Júnior..

Mas o facto é que passados 19 anos existe um filho chamado Pereirinha, que joga a médio e a lateral direito!! Pois é , pobre Pereira Pai falhou a sua missão na terra, e o Pereira Filho carrega a cruz de ter que ser suplente de um Pedro Silva e de um Abel.

Dá vontade de rir de facto e foi isso que o Quaresma fez no passado Sábado, a ponto de nem ter conseguido jogar em condições, tal era o humor e a característica de Tesourinho Deprimente que o lateral á sua frente possuía.

Mas Pereirinha,
fruto de ... ser um fruto, lá conseguiu tapar os caminhos à baliza( do novo G.Redes da Selecção A, que vai tirar lugar ao Ricardo. Foi com esta idade mais ou menos, que o Scolari tirou o Baía da Selecção, portanto Ricardo, tas quase...).

P(ai) reirinha jogou no SLBenfica, de 1977 a 1980. Mas a seguir jogou no Amora, Belenenses e Farense. Mas que grandes equipas do Farense de então.. Pitico, Sérgio Duarte, Paco Fortes, Hajry, Ademar. Chegou a jogar com Lemajic e Dukic!

óóóóó!(este é um Ò à Gabriel Alves) ... e não é que Pereirinha filho também tem um redes Sérvio? Um tal de irmão de Vladan?? Vladan?? É um tal Stojkovic! E não é que joga com um Veloso, filho de um outro jogador do tempo de P(ai)reirinha? E não é que joga com um filho de um treinador do Lagoa, um tal de Moutinho? Mas isto é assim?? O futebol é uma máfia! Só familias.. irmãos de tios, filhos de sobrinhos.. será que nao há jogadores com mérito por terras lusitanas?

Fica a dúvida..

Mas fica também a ideia que o Filho da Fruta não é só o Santal..

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Paulo Estalagem POEJO

Estamos no Natal, pois então. Época de bacalhaus, polvos, leitões e perús.. mas nao vou falar de nenhum guarda redes :)
Mas Natal faz lembrar .. SPOOOOOOOORTING!!

Por isso, por que não falar de um belo perú sportinguista?

Um senhor jogador do meio campo português, mais um da "cantera" leonina. Da cantera que dá grandes jogadores, mas também grandes decepções.
Paulo Estalagem Poejo foi de facto uma promessa. Mas não passou disso...
Em 1992 fazia parte do plantel sénior do Sporténg e prometia muito. Estranho deste ano terem saído jogadores como Andrade, Porfírio, Paulo Morais.. todos jogadores de nome conhecido, mas que nao passaram de carreiras médias.
Poejo.. poejo vem de que origem semântica?

Da família Lamiaceae, é uma perene cespitosa de raízes rizomatosas que cresce bem em sítios húmidos ou junto de cursos fluviais, onde pode ser encontrada selvagem entre gramíneas e outras plantas.
Os seus erectos talos quadrangulares, muito ramificados, podem chegar a medir entre 30 a 40 cm. As folhas são lanceoladas e ligeiramente dentadas, de cor entre os verdes médio e escuro. Dispõem-se opostamente ao longo dos talos. As diminutas flores rosadas nascem agrupadas em densas inflorescências globosas.

O poejo atua como digestivo, expectorante e antiespasmódico.

"Pois, grande Poejo"... dirá o sr . blogóespectador. Tal como disse Mário Wilson, Carlos Manuel, Vitor Manuel, Fernando Santos e o grande Zé Couceiro.
Engraçado é que Poejo passou os últimos anos da carreira a fechar clubes. Primeiro jogou no Campomaiorense. Mas este clube do Sr. Nabeiro fechou portas.

De seguida pensou: " Ò, e se eu fosse para um clube estável e que promete lutar por um lugar nas grandes equipas portuguesas?" E de facto rumou do Futebol Clube .. de Alverca.

Alverca foi o último clube pelo qual passou, fechando aí o clube e também a carreira..

Será que Poejo desestabiliza completamente os clube por onde passa? Fica a dúvida..

Actualmente é sócio de uma empresa de reparações mecânicas!! Um excelente destino, uma vez que Poejo parecia especialista em quebrar motores de equipa, desalinhar direcções de passe e acelerar a fundo rumo ao banco.
Para o fim a frase mais usado pelos treinadores acima citados..

"Poejo Poejo... quando é que te vejo?"

sexta-feira, dezembro 14, 2007

I Will Survive

Longe da vista, longe do coração.

Ou talvez não. Há personagens que nos servem a sopa que aquece a barriguinha e o peito, mesmo quando não dispõem de colher para o efeito.
Ricardo
, o keeper, é uma delas. Quando procurou o exílio para terras de Cervantes e Míner, milhões de almas suspiraram por nada poderem fazer para o impedir.

Afinal, tinhamos acabado de perder o nosso sorriso colectivo enquanto Nação.

Quem ligaria agora para a Sport TV a queixar-se de críticas injustas em directo?
O Stepanov? Nem fala português!
O Bergessio? Para isso era preciso que a caixa de cartão onde vive à porta do estádio tivesse uma tomada para a TV.

Quem faria agora um desenho de uma pata de doberman no cabelo, alegando que "tal como eu, o doberman é um animal muito injustiçado"?
O Gladstone? Não tem cabelo suficiente!
O Binya? Está proibido de entrar em estabelecimentos públicos.

O ponto de situação era negro. As saídas a cruzamentos já não nos criavam uma dose de expectativa similar ao lançamento de mais um álbum de Jon Secada. Era tudo uma pasmaceira.

Aquela familiar voz de cana rachada já não ecoava doucement nos martirizados canais auditivos da populaça. A formação de barreira na marcação de um livre tornou-se numa formalidade tão banal quanto uma tentativa de finalização frustrada(íssima) por parte de Renivaldo Pereira de Jesus.

Oh alegria, porque nos abandonaste? Quais orfãos vagueando descalços pela negra estrada de uma qualquer noite, sentiamos a dor que Santa Clara sentiu quando Klevis Dalipi, Youssef Nader e Sadjó Baldé abandonaram os Açores. Profunda e perfurante.

Mas eis que recebemos uma injecção anestésica, uma infusão de alívio instantâneo por via do lisboeta pasquim "Record", a qual passo a transcrever:

"Ricardo, guarda-redes do Betis, revelou que aguentou os últimos minutos da partida com o Villarreal apesar de lesionado, ao lembrar-se da versão espanhola do tema de Gloria Gaynor "I will Survive", que durante toda a semana de preparação serviu de inspiração para a equipa. "Recordei-me da canção e decidi aguentar para ajudar a equipa", contou o internacional português que têm queixas num adutor(...)"

OK. Giro. Podemos abordar isto de várias formas.

É certo e sabido que o supracitado tema é um Hino gay. Vamos gozar o Ricardinho por causa disso? Claro que não, coitado. Seria fácil demais.
De igual forma demasiado fácil seria imaginar o homem a cantar aquilo com o vozeirão efeminado que todos conhecemos. Mas iriamos entrar outra vez no domínio da bicheza, e não queremos isso, certo?

Pois...vamos então simplesmente classificar o gosto musical do guardião de "extremamente parolo" e deixar o restante gozo e achincalhamento ao critério do freguês.

Porque o que é fácil demais não oferece desafio algum.

domingo, dezembro 02, 2007

Kwame, o Globetrotter

Velocidade, destreza e um penteado porreiro. Assim se pode resumir a carreira de Kwame Ayew de uma penada apenas.

Ainda há questões interessantes como o facto de ter jogado em três continentes e doze clubes diferentes, mas a piada aqui está mesmo no seu potencial cromífluo. Ah, e no facto de alguns media lhe chamarem "Kwame Ayew", enquanto outros preferiam "Ayew Kwame", o que nos leva a pensar o que seria da 1ª Liga com um Brandão Marlon, Pinto Vieira João ou Hadrioui El. Pelo menos o Missé-Missé e o júnior portista André André (filho do ex-carregador de piano António André) passam totalmente incólumes ao lado desta polémica.

Kwame começou a carreira ao mais alto nível (?) no Africa Sports, colosso costa-marfinense de onde Rashidi Yekini partiu para o Sado. Cedo deu nas vistas pela sua inegável qualidade e potencial, e rumou para França, caíndo no FC Metz. Ou foi isso, ou uma cunha metida pelo irmão Abedi Pelé, um dos melhores jogadores Africanos de sempre, que curiosamente jogava em França na altura. Ele há coincidências...

Arrivado a Metz sob uma névoa sebastiânica de proporções kwamescas, Ayew confirmou as imensas expectativas de ineptude que rodeavam a sua chegada e foi expatriado com relativa velocidade para a Arábia Saudita. Lá se foi o sonho de partilhar um T4 com o irmão e um grupo de dançarinas eslovacas.

Ao fim e ao cabo, a sua estadia no Al Ahli foi importante para ganhar experiência futeboleira, sendo que o nosso amigo viveu aos 19 anos uma situação que os restantes jogadores só costumam viver aos 38. Precisamente: jogar no Al Ahli. Ora, o velocíssimo jovem Kwame actuando numa Liga onde a média de idades deverá rondar os 63 anos só significa uma coisa: croquetes! Ups. Peço desculpa. Estou com fome. Na verdade, a palavra que queria utilizar era "perigo". Com Ayew em campo, defrontar o Al Ahli significa para os adversários o mesmo que comer no restaurante do Barbas. Medo. Muito medo.

Vinte e dois jogos e catorze golos depois, o africano regressa a um grande País de futebol: a Itália de Emanuele Pesaresi. No Leça (perdão, Lecce) Ayew viveu um momento completamente Luiscampesco - em duas épocas acompanhou a sua equipa da Série A até à Série C. Não terá sido concerteza pelas suas exibições, nem pelo seu penteado a imitar o Yannick Noah, pois o ganês somou o excelente pecúlio de sete golitos em quase quarenta jogos.

Tal demonstração de força e virtuosidade só poderia levar Kwame Ayew a um local: Leiria, obviamente. Onde...desceu de divisão, pois claro. Começamos a detectar um padrão na carreira do homem. Mas ainda assim, o felino ganês chamou a atenção de um emblema onde pontificavam Deuses como Matias ou o guardião Sansone, o Vitória de Setúbal. Perante uma doce oportunidade de imitar o trajecto de Rashidi Yekini do Africa Sports para o Sado (se bem que com 32 clubes pelo meio), o célere avançado nem hesitou.

Em apenas uma época em Setúbal (96/97) fez tantos estragos quanto o Manuel Subtil numa casa de banho da RTP. E com muito mais estilo do que este. Pelo menos, em vez da barba sebosa e aspecto de primata, Kwame passeava orgulhosamente uma frondosa cabeleira pós-modernista, que lhe granjeou fama de Teddy Boy por essa Arábia Saudita fora.

Como é seu timbre, o homem não conseguiu ficar parado muito tempo, e passado uma época subiu mais um degrau na carreira. Desta feita para um certo clube, cujos maillots fazem lembrar toalhas de mesa de restaurantes italianos. Na fase pré-campeão, o Boavista construia uma equipa altamente ambiciosa, que precisava de um artilheiro à altura. Encontrou-o no nosso ganês preferido (depois de Nii Lamptey, claro). Já havia Alfredo na baliza, William Quevedo na defesa, Conthé no meio-campo e Wouden, Martelinho e Jacaré no ataque. Com Ayew, o Boavista alcançou um bonzinho 6º lugar, ao que se seguiu um histórico vice-campeonato na época seguinte, com o irmão de Abedi Pelé em grande plano. Um pecúlio de 15 golos a responder a cruzamentos de Martelinho que lhe valeram o passo maior da sua carreira.

Alvalade. Em plena hegemonia do FC Porto Pentacampeão de Jardel e Alejandro Diaz, arrivou em Lisboa com o intuito de ser o melhor marcador do campeonato e devolver a glória perdida ao clube de De Franceschi. OK, foi uma aposta extremamente optimista dos dirigentes leoninos, mas quem sou eu para questionar? Apenas mais um que nunca achou piada nenhuma ao Badaró. A verdade é que o verde voltou mesmo a ser cor de vitória, passados 18 anos de seca. O mérito? Completamente direccionado para o colo de Ayew Kwame.

O problema é que a glória também tem o seu peso. Não estando habituando a jogar com a pressão inerente à defesa de um título, o ganês decidiu que iria continuar a infernizar a vida de Mário Jardel. Este saira do Dragão para a Turquia, logo, Ayew decidiu que seria uma excelente career move. Porque não confiar na capacidade de julgamento de Jardigol, esse jovem tão ponderado?

Talvez porque o ponta-de-lança brasileiro tem discernimento idêntico ao Soares Franco após jantar (Queiróz dixit). De qualquer forma, o nosso ladino amigo ficou a saber disso inequivocamente. Após dois anos na Turquia molhando a sopa ao serviço de Yozgatspor e Kocaelispor, respectivamente, concretizou um sonho de infância: jogar na China. Primeiro no Changsha Ginde, depois no Inter de Xangai, onde foi o melhor marcador da prova. Toma lá, Jardel. In your face, bitch.

Porém, no final da sua aventura asiática, já calvo e com consciência que a sua carreira estaria mais putrefacta que a dentição de Almerindo Marques, o agora veterano globetrotter tomou a decisão certa.

Em 2006/07, tentou (mais) um "yekini" e regressou à casa que o viu nascer. OK, admito que Ayew não terá nascido em Setúbal, mas o gato dele sim. O pequenito Tinkler, sempre travesso nas suas brincadeirinhas com novelos de lâ. Porque se chamará assim, não sei. O regresso, por sinal, até foi engraçado. Marcou uns golitos e tal, incluíndo uma ignóbil traição ao seu ex-patrão de xadrez (num apimentado frango do porteiro de discotec...guarda-redes William) e uma facada nas costas da União de Leiria, outra ex-entidade patronal. Ingratidão pura.

Não há por aí alguém que lhe vá gritar qualquer coisa do estilo "não cuspas no prato onde comeste"? Suponho que não. Isso seria perfeitamente estúpido.

sábado, outubro 20, 2007

José Gildásio e o seu inteligente diminuitivo

Quando em 1500, Pedro Álvares Cabral avistou "terra chã, com grandes arvoredos ao monte", estaria longe de pensar que nesse preciso momento escancarava os dourados portões da bola lusitana a um magno enxame de futeboleiros brasileiros de qualidade dúbia. Substitução: entra feijão, sai rojão.

Em boa verdade, até se lembrou disso. Dizem que as suas primeiras palavras pós-descoberta foram dirigidas ao grumete Fábiozinho, e demonstravam puro regozijo pelo futuro da sua Académica:

-"Ouve lá, puto!Tira-me esses fones e ouve se não tenho razão...a nossa briosinha é que estava mesmo a precisar de um keeper novo, a ver se levamos um de borla pra lá. Olha aquele aos saltinhos ali, pá. Os gajos até parecem jeitosos. Dá-lhe um colar, que o tipo salta já pró porão. É que aquele Pedro Roma está na baliza desde a semana seguinte à conquista de Lisboa aos Mouros e já anda a ficar velho. Não me cheira que aguente mais uns Séculozitos, pá."

Há quem aponte que a afirmação sobre a longevidade de Roma terá sido algo extemporânea, mas como Álvares Cabral cometeu outro erro ligeiramente maior (tipo confundir o Brasil com a Índia), o pessoal nem se lembra do caso. Ainda bem que existimos para botar o dedo na ferida.

Eis que a foto no canto superior esquerdo do post começa a fazer sentido. O portão estava aberto, cabia ao nosso povo irmão (povo filho não faria mais sentido?) passar para o outro lado. Entre vários dentistas, personal trainers e acariciadores da redondinha, atravessava um rapazolas de olhar esbugalhado e de sonhos bem empacotadinhos na mala. Seu nome era Gildásio. José Gildásio. Sabiamente, decidiu omitir esse facto e adoptar uma espécie de diminuitivo: Gil Baiano. Smart move. E ainda há quem diga que o homem nunca fez nada de jeito. Invejosos.

Chegado a Alvalade para jogar à bola, Gildásio teria que provar ser merecedor das expectativas criadas à sua volta. No Reino da Selva, o Leão não fazia por menos - o título de Rei da Selva, em pertença do Dragão (quem mais?) era o seu primeiro e único objectivo. Para tal, o Big Kahuna Robert "Quem?" Waseige contava com uma pleíade de reforços de qualidade. Nas laterais, Maldini e Cafú eram garantia de classe Mundial. Hm. Não. Esses eram muito caros, portanto os sempre argutos dirigentes leoninos optaram pelo plano B: os clones.

Mal tinha posto os pés no aeroporto da Portela, o croata Balajic já deixara bem claro que o difensore italiano com ele não fazia farinha. Balajic era ravioli, farfalle e fetuccine em simultâneo, bem polvilhado de queijo ralado e regado com um bom verde branco. Talvez demais.

Perante tal demonstração de autoconfiança e consquente fé dos cabecilhas de Alvalade no Maldini dos Balcãs, Gildásio não quis ficar atrás. Auto teceu-se (mais uma expressão nova) loas e prometeu mostrar a sua raça no corredor direito do relvado lisboeta, mas infelizmente nem tudo foram rosas.
O brasileiro
estava num patamar diferente dos seus colegas. Ele fazia, Jean-Jaqcues Missé-Missé desfazia. Ele recuperava o melão, Vidigal e Afonso Martins perdiam a melancia.
José Gildásio
, qual pombo sem asas, deslizava pela lateral de peito feito - heróico - de cabeça levantada, procurando espaços para fuzilar o pobre goleiro adversário, ou infernizar a vida dos zagueiros oponentes com cruzamentos bem medidos. Mas nada parecia resultar. Cruzar para a cabeça de Paulo Alves, Ouattara e Ramirez é o mesmo que ficar à espera que Paulo Bento não vista uma camisa hilariante na próxima conferência de imprensa: perfeitamente escusado.

Imaginam Miguel Ângelo a pintar o tecto da Capela Sistina, para no dia seguinte vir uma equipa de gajos para pintar "aquela bosta toda de branco, porque dá mais luz"? Era assim que Gildásio se sentia. Desamparado e só. Um Valenciano Miguel em casa numa noite de sexta-feira. Um Bruxo Alexandrino sem a sua trompeta. Um Luisão na selecção brasileira.

Desorientado e inadaptado ao meio que o rodeava, Gildásio cedo se viu relegado para o banco como suplente de Saber, que, como todos sabemos, é o maior desaforo que se pode fazer a um jogador profissional. Assustado perante esta nova realidade tal como o povo português perante um regresso dos Ban, Gil Baiano regressou onde lhe queriam bem. De terras de Vera Cruz não voltou a sair, confortável como o Guilherme Leite num programa de apanhados às 4 da manhã na RTP Memória.

terça-feira, outubro 09, 2007

Sousa Cintra, o Chefão.

Depois de visionar atentamente esta pérola perdida no youtube, uma questão assalta-me violentamente, qual rombo causado por um livre de Formoso na rede adversária:
-Mas o que é que aqueles charutos têm?...

O Ser Humano não se ri assim. Bicho Homem, revolta-te.

"É penálte!penálte!Limpissimooooooooooo!"

De qualquer forma, ver Sousa Cintra motivar o seu plantel, qual tele-evangelista de trazer por casa, é um pequeno tesouro. Bem como a sua relação de Pai/Filho com o jogador Careca. Será por causa do nome?

Um Bem Haja a todos, e lembrem-se: Usar dois telefones em simultâneo dá saúde e faz crescer(não falamos do cabelo, claro).

quarta-feira, julho 11, 2007

Carlos Bueno - Poll Cromo da Época 2006/07


E vai uma, e vão duas, e vão três... fechada a licitação.
O vencedor é o Bom do Carlos, ou o Carlos Bueno.
Está fechada a poll para cromo da época que terminou há cerca de um mês.
47 votos, suplantando o seu directo concorrente sul-americano. O Lucas Buuuuuuuuccolini Mareque. Um pequeno grande jogador da cantera Argentina do FCP, que se habilita a ter um dia destes um Maradona a gerir os jogadores. (Só espero que não aumente o consumo de estupefacientes na cidade Inbicta)
E por que razão Bueno ficou bueno classificado?
Carlos Bueno marcou num só jogo um POKER! 4 golos, que deram a Buena fama. E.. pelos vistos, nada mais deram. A dispensa vem escrever direito por linhas direitas. Bueno não passa de um Kinder Bueno. Por fora parece chocolate, mas por dentro não se sabe.. é Buena Surpresa. Claro que neste caso calhou uma surpresa daquelas que dá imenso trabalho a montar, cheio de peças.. e cujo resultado é ficar prontinho para o lixo, porque algo não funciona.
Mareque correu e fez um sprint final para o apanhar mas o Uruguai leva o prémio, Bueno merecido.
Espera-se e deseja-se (frase à Grande Octávio Machado.. Para quando um post dele??) que esta época de 2008 possa trazer tantos ou buenos cromos como a que acabou. E pelo mercado, parece haver matéria prima, matéria.. BUENA!

domingo, maio 20, 2007

Alan Osório, Pontus Farnerud, Moretto - alea jacta cromus est.

Pela primeira vez em muitos anos teremos o privilégio de ver a Liga decidida na última jornada, com qualquer um dos três grandes (Porto, Sporting e Brag..Benfica) a ter hipóteses de conquistar o tão almejado título.

Pelas 19,15 do dia 20 de Maio de 2007, o País irá parar. Televisões e telefonias serão o pão deste faminto povo luso, ávido de encher a protuberante pança com golos, expulsões, simulações, remates ao poste e cuspidelas para o relvado.

Como já estamos Semedos (ou carecas, pronto...) de saber, o clube Portuense é o grande favorito para a revalidação de um título que já é seu. Seu e do ex-Metalurg Donetsk. Porém, os Dragões terão que superar uma equipa arquitectada por aquela que é a mente mais maquiavélica e retorcida do desporto ibérico: Professor Neca. Nunca foi uma tarefa simples para ninguém. Nunca será. Porém, os azuis-e-brancos contam com uma arma fundamental para superar o futuro treinador do Chelsea e o seu bigodinho sensual: Alan Osório Costa Silva. O velocíssimo extremo brasileiro foi o abono de família da depauperada prol Portista, enquanto Jesualdo Ferreira fazia a sua melhor imitação de Alberto Pazos para as últimas jornadas do Campeonato. Detentor de um drible em progressão estonteante, uma técnica escabrosamente aveludada e uma insuspeita qualidade cruzamental a todos os títulos folhesca, Alan liderou com mão de ferro a armada nortenha até à derradeira jornada decisiva, onde se espera que o próprio venha a carimbar o bilhete para a Títulolândia com um cabeceamento decisivo na baliza de Nuno Espíritus Sanctus. Aliás, como é seu timbre.

Trezentos e coisa e tal quilómetros a Sul, o Esquadrão 5 Minutos espera por uma proeza de Deus Neca. Um dos poucos clubes do Mundo a ter um treinador com risca ao meio e um guarda-redes com voz fininha em simultâneo, é também elegível para o Guiness pela forma como decide os jogos antes de se atingir a marca dos 10 minutos de jogo. "Mas como, raios?Como!?!?", perguntais vós? A resposta é Pontus. Pontus Farnerud. Podeis argumentar que o homem mal joga. Podeis argumentar que o homem joga mal. Eu perdôo-vos a heresia. Eu perdôo-vos a desatenção. Passo a explicar: Paulo Bento, num laivo de genialidade apenas paralelo a Senhores como Giuseppe Materazzi, decidiu potenciar os múltiplos talentos do centro-campista nórdico da melhor forma. Pontus joga os primeiros 10 minutos de cada desafio, empurrando o clube Lisboeta para a frente, defendendo como Balajic, controlando o meio campo como Didier Lang, e atacando como Ouattara. Uma força da Natureza, o sportinguista decide o jogo por si só. Aos 10 minutos, quando o placard pomposamente anuncia o costumeiro 2-0, Paulo Bento retira o Oceano Branco, poupando-o para posteriores desafios.
Sportinguistas, se aos 10 minutos ainda não estiverem em vantagem, já sabem a quem pedir satisfações.

Como outsider, temos outro clube de Lisboa. Desta feita, não só esperando por um milagre de Deus Neca, como também por um milagre de Jesus. Ah sim, e vencer o próprio desafio. Após mais uma época atribulada, sempre longe dos comandados de Alan Osório, os Moretto Boys chegam a esta altura à discussão do título como uma adolescente borbulhenta que não foi convidada para a festa, mas aparece na mesma, na esperança de sacar um gajo que tenha um Fiat Uno e ouça Bob Sinclair a 100db no autorádio deste. E tal como a adolescente, esperam por todos os Santinhos (com tiques de gravata ou não) que não lhes fechem a porta na cara. Para vencer o desafio frente à equipa de Coimbra órfã de Pitbull e Ezequias (este, desde o início da época), a equipa do Sul conta com uma parede de tijolo montada em frente da sua baliza. E não falamos de um regresso de Tahar, o Khalej. É Moretto o homem do momento. Detentor de reflexos puramente zachthorntonianos, este carismático líder da grande área tem também uma monumental pança - como a foto acima atesta - que já levou a especulações sobre o paradeiro da águia (ou milhafre) Vitória.

Alan Osório, Pontus Farnerud, Moretto - alea jacta cromus est.

domingo, setembro 24, 2006

Uma mão cheia de cromos

Apesar dessa estirpe conhecida à boca cheia como "cromos da bola" (não confundir com site medíocre) ser um recurso praticamente inesgotável, por vezes um hiato faz bem à saúde, para além de ajudar a fazer render o peixe.

Ora cá estamos nós de volta(e porque falamos de peixe), qual Filipe Vieira a irromper por um estúdio de televisão adentro.

Mas não é de orelhas ou bigodes que falamos hoje. É de perfume. Odores agradáveis de bola pinchona sobre um relvado maroto e de joviais pontapés na mesma.

M'Jid era um pimpolho vindo de terras do além-mar, que muito prezava tratar o esférico por "tu". Essa íntima relação foi desenvolvida com passeios românticos pelas margens do Tejo rio, em Belém lusa. O romance até que tinha um je ne sais quoi de satisfatório: o esférico não se queixava do seu trato, e o marroquino não se queixava do cheiro a couro. Mas M'Jid não estava satisfeito. A sua paz interior estava sendo perturbada por uma sombra gigantesca. Uma sombra que eventualmente lhe roubaria o lugar ao sol: Youssef Fertout. Por muito açucarado que um passe de M'Jid fosse ou por muito acintoso que fosse um seu balázio em direcção às redes, nas bancadas azuis ecoava constantemente um jocoso "Este tipo nem é mau, mas o outro mouro até era melhor!"
O amigo Jid tinha tudo para brilhar, mas a sombra era grande demais.

Outro marroquino cirandava pelas ruas de Lisboa sem tapetes nem flores. O seu nome era Abdelilah Saber, e a única marca que deixou no nosso futebol foi uma punchline jeitosa:
Quim -"Sabes que o Sporting joga sempre com 10?"
Zé -"Ai é, jovem? Ora por que camandro?"
Quim -"Porque o saber não ocupa lugar."

Alheio a punchlines,até porque provavelmente não saberá o que a palavra significa, está o nosso veterano de eleição. Vítor Manuel, o estratega. Um clássico da nossa liga, que pontifica presentemente no Aves do genial Professor Neca, agindo como uma extensão do braço do Professor em campo. Outro que está a um bigode de distância da imortalidade.

Míner era parte integrante da armada espanhola flaviense de final de século, que incluia mitos hercúleos como Baston e José Maria Aznar. OK, este último não, mas deu para ficarem com uma ideia. Míner era como Toniño e Dani Diaz ou álbuns novos dos Xutos: nem bom, nem mau, antes pelo contrário.

Finalizamos com um homem que não está habituado a ficar para o fim: Carlos Costa.
Auto-denominado "O HOMEM DOS GRANDES GOLOS", este vetusto-polivalente defesa-central-lateral-trinco-medio-ofensivo-box-to-box-
-extremo-avançado-ponta-de-lança fez as delícias do povo português durante anos a fio, sem olhar para trás. Um facto desconhecido do grande público é que o próprio pediu para ter como última morada o Panteão Nacional, juntamente com outras figuras históricas de Portugal (mais ou menos relevantes que o sr.Costa). Juntamente com esse evento, Carlos Costa sugeriu que o dia do seu aniversário fosse declarado feriado nacional e denominado "Dia dos Grandes Golos". A resposta do Exmo.Presidente da República ainda não foi tornada pública.

domingo, maio 14, 2006

Should I stay or should I go?

"Darling you gotta let me know
Should I stay or should I go?
If you say that you are mine
I’ll be here ’til the end of time
So you got to let know
Should I stay or should I go?
(...)
This indecision’s bugging me
If you don’t want me, set me free
Exactly who’m I’m supposed to be
Don’t you know which clothes even fit me?
Come on and let me know
Should I cool it or should I blow?"

"Should I Stay ou Should I Go", The Clash


P.S.:Faz-te útil e pratica no Scolari o acto que tão bem practicaste no outro. Vais ver que chovem propostas. E boa sorte para a Sra.Poll...mas julgando pela foto, é tudo mérito e nada de sorte.

sábado, fevereiro 18, 2006

There's only one Jorge Cadete

Hã?Hum?Quem?Onde?Quando?

There's only one Jorge Cadete
He puts the ball in the netty
he's Portuguese and he scores with ease
Walking in Cadete wonderland

O Miguel também não merecia isto. Um cromo per se.

domingo, janeiro 29, 2006

Cheguei.

Olimpo da Bola, 26 de Janeiro 2006. 14:35 h.

Toc,toc.
Batem à porta.

Toc,toc,toc.
Ninguém abre.

Toc,toc.
Nem sinal de vida.

Uma voz efeminada e algo ridícula faz-se audível.

R: "Mas o que tenho que fazer para me deixarem entrar?!?!Já fiz de tudo!"

Silêncio.

R: "Tenho feito a minha melhor imitação de Ivica Kralj, Deus sabe que muito me tem custado!... Já cantei num CD, tal qual Neno, esse Júlio Iglésias português!Não me digam que também querem que fique com os dentes presos na rede...Catano, até comecei a falar neste tom de voz ridículo...isto não é fácil, sabem?Imaginem orientar uma barreira com este tom de pífaro.Mas alguém acredita que um redes tenha este tom de voz??...Já fiz de TUDO!Até já liguei para um fórum na TV a choramingar. Com mil raios!QUE MAIS QUEREM QUE FAÇA??"

Finalmente uma resposta do outro lado da porta.

OB: "Já sabes,pá. Não gosto de me repetir."

R: "Mas...bigode???Nem pensar!Já disse que pareço um chuleco com bigode. Não vêem esta bela e morena pigmentação tão ribatejana?Agora imaginem-me de bigode. Pareço o camandro dum chulo. Nem pensar nisso."

OB: "O Spassov também não queria e olha onde o amigo bigode o levou...agora não quer outra coisa.Adiante. Se não queres a bela da bigodaça só tens outro remédio. Já pensaste num cabelinho à Marcelo Sofia? Um corte voluptuoso e berrante à Eskilsson? Uma mullet pós-moderna-retro-revivalista-sul-americana à Lucho González?"

R: "O cabelo...aí está uma boa ideia!! Portanto, o que me dizem é que caso arranje um penteado a puxar para o ridículo me deixam entrar finalmente no Olimpo da Bola??"

OB: "O Simão tenta todas as semanas...podias aprender com ele."

R: "Não vale a pena...acho que conseguirei à primeira. Estou a magicar aqui um cozinhado supimpa na minha morena carola. Obrigado, Mijter dos Céus. Voltarei, e desta vez não será para ficar à porta feito cão."

OB: "Mas o Cao já está cá dentro...está a comer tremoços e a jogar dominó com o Constantino..."

R: "Não é Cao, é cão...esqueça, sublime Mijter do Olimpo. Um bem haja e até breve."

OB: "Volta sempre, meu filho."

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Lisboa, 28 de Janeiro 2006. 22:35 h.

Conferência de imprensa pós-jogo.

Jornalista: "Perdoe-me a expressão, mas que merda é essa?! Patas de cão na cabeça?!?! Mas que raio??..."

R: "Sou o mesmo de sempre. O dobberman também foi alvo de muitas injustiças na vida e por isso decidi prestar-lhe uma homenagem."

Abram as portas e estendam a passadeira vermelha (ou verde).


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